segunda-feira, 19 de julho de 2010

ORGULHO


Não devem ser iludidos os falsos coleguismos, pois quando se mais precisa o vazio é tão grande que a voz ecoa.
Sente-se uma tristeza e uma falta de para quem ligar numa hora tão rara, porém quando se assume uma posição superior, na qual pequenas coisas tornam grandiosas as pessoas, se ganha amizades quase que de infância. Voce se sente bom, melhor, completo, feliz.
Contudo, há uma essência, procura-se um orgulho e um amor próprio capaz de digerir mágoas e ressentimentos, busca-se o perdão sem respostas as desavenças sem motivos aparentes, muda-se o foco e até as amizades, passa o tempo e você crê que perdeu tempo ao invés de ganhar curtindo o que lhe foi restringido.
Não se engana mais com aparências e nem espera nenhuma ‘troca’, a reciprocidade terá que partir de você, assim que você assumir o controle. Não se omita, não se reprima, não se rebaixe e nem se humilhe, não suplique a amizade de quem não lhe convém.
Seja humilde e escute, mas meça as palavras, não pise em falso, mantenha sempre um pé atrás, porque o mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

SENTIMENTABILIDADE

Quem pode construir sonhos em cima de pequenas coisas? Realidades distorcidas por cada sociedade e cultura. O casamento é um assunto quase extinto, e tornou-se brega e careta a mulher que nos dias de hoje sonha com isso, e muito preconceituosamente é taxada como errada e até vetada da sociedade como passional. O que houve com a tal ‘sentimentabilidade’? Parece festa na casa dos pais, que saíram de férias, ninguém é de ninguém e todo mundo faz o que bem entende, não há mais respeito mutuo e de tanto quebrarem a cara e se machucarem, as mulheres passaram a se comportar como homens. Contudo, quem sabe assim conquista-se um lugar na sociedade machista e não se perde oportunidades de quem sabe em algumas dessas ‘festas’ da vida encontrar a tal metade da laranja.
Por ironia do destino as mulheres hoje tão difíceis de ser conquistadas, já foram um dia magoadas por um amor e de tão sucumbidas, passaram a ter cautela e receio de confiar novamente e a vida segue.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

INTINERÁRIO

Quedo-me silenciosamente surrurar ao pé do ouvido,
palavras extensas em frases curtas
ao som suave da tonalidade grave das silabas ditas
Mergulho em pequenas vielas que circundam
entre a razão e a emoção
Percorro a quilômetros distantes
ao encontro de um ponto final
Perco-me dos sentidos, afasto-me dos medos
E deixo espalhados no caminho
pequenos diamantes encontrados
No caminho da vida
Ando a passos contidos, encontro-me nas prateleiras
Procuro pelo passado, conto as vivencias
Projeto-me pro futuro
para que um dia nada fique mudo.




terça-feira, 29 de junho de 2010

-=- VULNERÁVEL -=-

Escondo-me atrás de migalhas
Já não encontro falhas remendadas
Sobrepostas expostas
Compostas pelas costas viradas pro passado
Avassalado feito um tornado

Tormento e dormente meio inconseqüente
Fugaz como o céu lilás da manha de inverno
Inferno limite do céu no jogo de infância
Fragrância...

Elegância dos verbos explícitos
Incisivos falados da boca pra fora
Olhar penetrante respiração ofegante
Vida inconstante intermitente
Silenciosamente alma pressente um sono calmante
Tranquilizante.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

RECOMEÇO

Só não me perdes como a força de um furacão
Que destrói tudo o que vê a sua frente
Não esboce nada a seu favor e
reconheça nos meus erros tudo o que tentei
oras matutando e pensando na melhor maneira
de fugir do correto saindo do eixo
para que não houvesse cobranças e não se cultivasse magoas
Meti os pés pelas mãos
Descarrilou tão depressa que não tive tempo de sentir dor
Fui perdendo a tonalidade
O sorriso diminuiu..

os olhos foram tomados por um brilho excessivo
Já não se ouvia a voz e o silencio guardava

as palavras pro momento exato
Não havia mais metáforas e nem filosofias
As canções mudaram de tom
O infinito tornou-se particular e era real
Já não existia a luz.. nem túnel..
nem poço e nem o esboço..
As paginas foram sendo viradas, oras rasgadas
Pra que não houvesse sobras e dobras
Do rascunho.. filtrou-se o bom
E os erros foram minuciosamente apagados
Já não era o fim e sim o recomeço.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

- = INTROSPECTA = -

Quedo-me silenciosa entre o ser e o não ser desta existencia LOUCA.
Procuro no recôndito do peito essa imagem, figura ÍMPAR a arquitetar-me toda.
Margeada estrada no infinito azul perdida.. trazendo no Sol tão curta escalada.
Salpica no céu estrelado essa neblina e resplandece na noite em voz alada.
A ARTE do AMAR assim afasta a caminhada.
Fenda TRISTE, represada na CANÇÃO mal escolhida.
No sorver da DOR espande esse lamento.
SOLIDÃO frequente desta ALMA amargurada.
E INTROSPECTA me encontro a calmaria.

domingo, 6 de junho de 2010

CAUTELA

Estranhos são os atos incompreendidos, meras semelhanças, falsas esperanças. Programação psicológica e fonte de alimentação de sonhos guardados a cautela da magoa.
Preparamos-nos, e nos esforçamos para acertarmos em pontos positivos, conquistamos a nós mesmos, nos superamos.
Esperamos demasiadamente, o final feliz e sem atropelarmos os atropelos, nos conduzimos à mistura ocasional de químicas instigantes que geram um verdadeiro turbilhão de energias e sentimentos. Quase uma explosão ao encontro de dois corpos, de anticorpos diferentes.
O oposto distrai a mente enquanto o coração trabalha. Para-se de pensar! Reações adversas, calafrios, tremedeiras, boca seca, mãos suadas, sintomas não descobertos ainda.
Ousamos a procurar, acertamos, erramos, e nunca sabemos de quem vamos gostar, o que menos nos atrai é o que mais nos prende, nos elevamos, nos permitimos e quando fugimos ao regime especial, nos desorientamos e desapontamos.
Não existe erro e nem acerto o tentar é quase imprescindível e o arrependimento quase que inevitável. Cautela agora é a senha máster, pra se perder de novo na vida de alguém.