Só não me perdes como a força de um furacão
Que destrói tudo o que vê a sua frente
Não esboce nada a seu favor e
reconheça nos meus erros tudo o que tentei
oras matutando e pensando na melhor maneira
de fugir do correto saindo do eixo
para que não houvesse cobranças e não se cultivasse magoas
Meti os pés pelas mãos
Descarrilou tão depressa que não tive tempo de sentir dor
Fui perdendo a tonalidade
O sorriso diminuiu..
os olhos foram tomados por um brilho excessivo
Já não se ouvia a voz e o silencio guardava
as palavras pro momento exato
Não havia mais metáforas e nem filosofias
As canções mudaram de tom
O infinito tornou-se particular e era real
Já não existia a luz.. nem túnel..
nem poço e nem o esboço..
As paginas foram sendo viradas, oras rasgadas
Pra que não houvesse sobras e dobras
Do rascunho.. filtrou-se o bom
E os erros foram minuciosamente apagados
Já não era o fim e sim o recomeço.
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